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sábado, 28 de março de 2020

This Book Is Full of Spiders: Seriously, Dude, Don't Touch It (John Dies at the End, #2)This Book Is Full of Spiders: Seriously, Dude, Don't Touch It by David  Wong
My rating: 3 of 5 stars

Mais um livro sobre apocalipse zumbi, mas aqui com abordagem cômica. Vale mais pela atuação de Nick Podehl na narração da obra, dando um show de interpretação aos diferentes personagens. Para ouvir no carro.


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sábado, 18 de janeiro de 2020

Review: Dark Water Bride

Dark Water Bride Dark Water Bride by Marty Ross
My rating: 3 of 5 stars

Mistura de policial, suspense e horror gótico ambientado em uma Londres Vitoriana. Catriona, jovem filha de um bem-sucedido banqueiro, resolve investigar a morte do pai e descobre um submundo em que o horror não tem nada de sobrenatural.

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segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Wild: From Lost to Found on the Pacific Crest TrailWild: From Lost to Found on the Pacific Crest Trail by Cheryl Strayed
My rating: 4 of 5 stars

Uma sucessão de perdas e dramas pessoais começa a levar Cheryl à autodestruição. Na contramão das decisões questionáveis que adota em sucessão, como assumir o sobrenome de Strayed (perdida), a jovem de 26 anos resolve fazer uma caminhada pela Pacific Crest Trail. Entre as fronteiras com México e Canadá, a jornada cobre 4.260 km do leste dos EUA. Com pouquíssimo dinheiro, sem nunca ter feito trekking, Cheryl decide-se a caminhar mais de 1.600 km entre o deserto de Mojave e o estado de Washington. Sozinha.

A mochila desproporcionalmente grande anuncia a inexperiência da jovem aos que encontra pelo caminho. A autora vai alternando o relato sobre a relação difícil com o pai, problemas familiares e com o casamento com a narrativa de sua experiência na trilha. Cansaço, bolhas no pé, encontros com animais selvagens, passagem por trechos nevados e penhascos, sede, acampamentos. Tudo o que desperta a vontade, em quem já viveu esse tipo de aventura, de preparar a mochila e partir para uma longa caminhada.

Cheryl tem sempre um livro na mochila, cuja leitura anima o fim de seus duros dias de jornada. De "Enquanto Agonizo", de William Faulkner, ao pouco conhecido "The Ten Thousand Things", de Maria Dermout, passando por contos de Flannery O'Connor, a jovem devora páginas como devora quilômetros.

"Wild" foi lançado no Brasil como "Livre" pela editora objetiva, com tradução de Débora Chaves. Uma leitura emocionante para quem gosta de relatos de superação, aventuras na natureza e leitura, muita leitura.


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sábado, 9 de novembro de 2019

The DispatcherThe Dispatcher by John Scalzi
My rating: 2 of 5 stars

John Scalzi tem boa reputação como autor de ficção científica. Nessa novela, ele faz uma curiosa mistura de sci fi e trama policial com pretensões de noir. A premissa é interessante, mas muita presa a clichês do gênero.
Produção boa dos estúdios da Audible, tem locução de Zachary Quinto. Mas vale mais como prática de listening no carro.


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segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Crooked HouseCrooked House by Agatha Christie
My rating: 3 of 5 stars

Agatha Christie dizia que "A casa torta" era um de seus romances preferidos. É também o escolhido entre os melhores para alguns fãs da autora. Entre ouras curiosidades, não conta com a participação do célebre detetive belga Hercule Poirot, nem com Miss Marple.
Mas é uma novela policial com as principais características da autora. Um crime, um grupo de pessoas que podem tê-lo cometido. A originalidade, em "A casa torta", fica por conta de a investigação ficar a cargo da Scotland Yard, mas com participação especial de um dos envolvidos na trama - ainda que de forma indireta.
Todo cuidado nesse comentário é pouco para não estragar a surpresa dos leitores na leitura dessa trama, cuja publicação completa 70 anos agora em 2019. Mas praticamente todos que poderiam ter cometido o crime não tinham motivo para isso. Há toques de sarcasmo com relação a comunistas, católicos e mesmo Sherlock Holmes. E a solução do caso é ousada e surpreendente.


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sábado, 15 de dezembro de 2018

Seis histórias menos horríveis que o trânsito

Classic Tales of Horror and SuspenseClassic Tales of Horror and Suspense by Arthur Conan Doyle
My rating: 3 of 5 stars

Seis histórias clássicas de quatro autores consagrados no gênero. A gravação e a qualidade dos narradores são impecáveis, e a sonoplastia é muito rica e adequada ao clima com que se pretende cercar as narrativas.
Os senões são algumas histórias estarem resumidas, e os títulos das novelas e contos não estarem presentes nas gravações.
Bom entretenimento para ouvir no trânsito.


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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Aventura juvenil, sofrimento adulto



Obra de Richard Adams é das mais populares na Inglaterra

É uma história parecida com a do seu conterrâneo J. R. R. Tolkien, autor de O Hobbit e O senhor dos anéis. Richard Adams começou a contar histórias envolvendo coelhos para suas filhas, e por insistência das meninas colocou os relatos no papel para se tornar um dos escritores mais populares da Grã Bretanha.

Sua obra de maior sucesso é Watership Down, traduzida no Brasil para A longa jornada. Um romance de aventura envolvendo um grupo de coelhos, obrigado a abandonar seu habitat pela interferência do homem. Sawyer, um dos sobreviventes do voo Oceanic 815, é visto lendo o livro na praia no seriado Lost. Publicado em 1972, após recusa de várias editoras, teve uma edição lançada no Brasil em 1976. Vai se tornar série na Netflix, em co-produção com a inglesa BBC.

The plague dogs traz o relato em tom de aventura e suspense em que dois cães escapam de um laboratório de pesquisas que usa animais: cães, gatos, macacos, ratos e outros. Como a saga dos coelhos, o livro lançado em 1977 é tratado como uma obra voltada ao leitor jovem, mas se de um lado os animais "falam" e têm atitudes e pensamentos humanos, por outro a narrativa é carregada com passagens de sofrimento animal.

Parte da história é reservada à descrição da indiferença dos pesquisadores à dor e angústia dos animais, em experiências que envolvem privação de alimentos, ar, companhia, administração de substâncias tóxicas, choques elétricos, correntes de ar, cirurgias sem anestesia, mutilações e outros horrores.

Rowf e Snitter são os protagonistas da aventura, que inclui ainda uma raposa batizada de Tod e muitos humanos, um deles repórter sensacionalista. Os fugitivos enfrentam medo, fome e frio, enquanto o cerco para eliminá-los vai se fechando.

Vejo The plague dogs mais como uma história triste do que juvenil. Em longos trechos, no laboratório ou nos campos em que os cães tentam se esconder, a narrativa desperta melancolia. Em outros, o diálogo entre os homens, quando o assunto é a utilização de animais em laboratório, é quase panfletário. No conjunto, leva a uma forte reflexão do uso que fazemos dos animais.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

terça-feira, 29 de março de 2016

Clima sombrio

O autor fica devendo um desfecho mais original


The Haunted, de Bentley Little, começa como uma novela sobrenatural comum mas promissora. Comum porque se apoia em elementos recorrentes em histórias do gênero, como a família composta por pai, mãe e um casal de filhos, que vai viver em uma pequena cidade.

Naturalmente, a casa é antiga e tem um porão, de onde emana um cheiro ruim. O autor consegue criar um clima sombrio e assustador, porém a trama vai se desenvolvendo sem muita coerência e criatividade. Por vezes, Bentley Little parece não saber muito bem como resolver e partir para um desfecho.





domingo, 31 de maio de 2015

Por onde andará Stephen Fry?

Zoe Deschanel, no papel de Trillian, e o robô depressivo Marvin

O guia do mochileiro das galáxias, a sarcástica “trilogia de cinco livros” do inglês Douglas Adams, surgiu como série na rádio BBC, em 1978. Depois vieram os livros, adaptações para teatro, TV, cinema, quadrinhos e vídeo games. Faltou algo? A volta às origens.

Quem ainda não conhece a história, vale a pena tentar. Quem já viu, leu ou jogou, vale ainda mais ouvir, e não só por tudo ter começado no áudio, mas porque o narrador da versão audiolivro é Stephen Fry, ator e comediante britânico, entre outras atividades artísticas.

Fry faz mais do que narrar com competência durante as quase seis horas de duração do audiolivro. Suas interpretações de personagens como o robô depressivo Marvin ou o computador descolado são hilárias, e enriquecem ainda mais a divertida trama.

Por onde andará Stephen Fry? é o título de um álbum de 1997 de Zeca Baleiro, cantor, compositor e cronista maranhense. Dois anos antes, ele havia lançado a canção Stephen Fry em homenagem ao inglês, que ficou sabendo e gostou.

Stephen Fry fez vários trabalhos com Hugh Laurie, que ficou muito conhecido como Dr. House, e anda por aí, atuando, escrevendo e emprestando sua voz e talento para o texto de Douglas Adams.  Produzido pela Penguin Random House, The hitchhiker’s guide to the galaxy é oferecido, entre outros canais, na iTunes Store e na Audible. 

domingo, 15 de março de 2015

Como Anne Hathaway leu O mágico de Oz para mim

São 3 horas e 52 minutos de diversão
Eu ainda não havia lido O mágico de Oz quando a Audible lançou o título com locução de Anne Hathaway. Ótima oportunidade para preencher uma lacuna em minhas leituras, saber como ficaria a obra interpretada pela atriz e, claro, forçar uma melhora na compreensão do inglês. O resultado foi ótimo.

O primeiro audiolivro que ouvi foi lançado nos idos dos anos 1980 pela Audiocultural: Os melhores contos de Stephen King do livro Sombras da noite trazia em fitas cassete O fantasma, O homem do cortador de grama e A máquina de passar roupa dramatizados por 19 locutores em 2 horas. Era divertido de ouvir, mas acabava muito rápido e a a Audiocultural lançou poucos títulos.


A locução, feita pelo próprio autor, faz toda a diferença
Dando um salto no tempo, o segundo título que "li" foi Vale tudo, a biografia de Tim Maia escrita por Nelson Motta. Aqui a experiência já foi de um nível muito superior, e não apenas porque essa versão lançada pela editora Plugme em CD, em 2007, tinha mais de 14 horas de duração: a ótima e emocionante locução é do próprio Nelson Motta, que foi amigo pessoal do cantor e compositor. 

Mais alguns anos, e a digitalização facilitou tudo. Se antes era preciso estar em casa ou no carro para ouvir o CD, arquivos digitais ficaram muito acessíveis e portáteis em mp3. E livros tornaram-se companheiros para mim em muitas outras atividades, como correr ou cuidar do quintal. Não entendeu bem alguma parte? Tudo bem, volte alguns segundos ou minutos e ouça novamente.

Fiz uma assinatura mensal da Audible, que conta com um time enorme de locutores e atores. Descobri Thérèze Raquin, de Émile Zola, na voz de Kate Winslet, e ouvi/li O mágico de Oz com Anne Hathaway. Se a experiência de ouvir uma obra com os profissionais de narração já é muito boa, entreter-se com a interpretação de vozes e entonações de uma atriz vale cada minuto. No vídeo, uma canja da performance de Anne Hathaway.



Parece que aquelas fitas cassete com os três contos de Stephen King tornaram-se uma raridade. As minhas eu dei para o Caio Peroni, sobrinho-fã do autor. A propósito, quando liguei para ele a fim de revisar as informações sobre aquela publicação, ele me lembrou uma extra. Em Rose Madder, obra de Stephen King em que uma mulher foge do marido agressor, a personagem começa a reestruturar sua vida abraçando a profissão de... locutora de audiolivros.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Stephen King, sobre escrever

O próprio autor faz a locução do livro em 8 horas e 5 minutos

Depois de "Carrie" e "O iluminado", estava meio que rompido com Stephen King desde que insisti em ler "Insônia" até o fim. Livros grandes não me metem medo, mas a trama desse nunca se desenrolava. Mas decidi encarar "On writing: A memoir of the craft" no formato audiolivro, narrado pelo próprio autor. Foi uma ótima surpresa.
O livro é um misto de autobiografia e sugestões para quem pensa em escrever. Vai da infância do autor, com episódios como uma folha de urtiga usada de forma errada, passa pelas leituras e filmes que fizeram sua formação, até o atropelamento que quase o matou, em 1999.
Como era a vida antes da internet e dos blogs? King imprimia seus contos de forma artesanal para vender na escola. Levou tempo para emplacar como escritor. Hoje escreve, religiosamente, 2 mil palavras por dia. Está nas prateleiras de livrarias, no cinema e em séries de TV, como "Sob a redoma". Para chegar lá, recomenda muita leitura e muita escrita. E dedicação: King conta que reescreve seus romances algumas vezes, sempre enxugando o texto. Fico imaginando que tamanho teriam os tijolos se os originais fossem publicados.
Apesar da popularidade do autor, "On writing" ainda não tem tradução para o português. O livro traz um capítulo especial que mostra seu processo de escrita para o conto "1408", transformado em um bom filme, em 2007, com John Cusack e Samuel L. Jackson. A versão inicial da história, com as anotações e emendas feitas pelo escritor, é reproduzida nas páginas impressas de "On writing".
O audiolivro não traz esse capítulo, nem as listas de leitura de Stephen King, que foram atualizadas na edição de dez anos da primeira publicação. Em compensação, sua locução é ótima, divertidíssima em alguns episódios, sem pieguice nos momentos mais dramáticos.
Preciso dizer que eu e Stephen King temos duas coisas em comum: nascemos no mesmo dia e gostamos muito de ler. Quem sabe um dia ainda escrevo ficção como ele.