sábado, 20 de janeiro de 2018

O túnel

O túnelO túnel by Ernesto Sabato
My rating: 5 of 5 stars

Juan Pablo Castel é um pintor fechado em seu próprio mundo, que despreza as pessoas. Em uma exposição, porém, se deixa fascinar por uma jovem mulher que observa atentamente um detalhe de um quadro seu. O fascínio logo se torna em obsessão, amor possessivo e loucura.

É o próprio protagonista quem narra o livro em primeira pessoa, e nos leva a acompanhar seu mergulho em uma espiral de angústia e ciúme doentio que leva ao desfecho trágico revelado logo nas duas primeiras linhas do romance.

O argentino Ernesto Sabato tem um texto ágil, que conduz o leitor no ritmo galopante da trama. Uma obra de leitura rápida, mas que causa uma impressão prolongada pelas fortes emoções que o leitor é levado a compartilhar com grande vivacidade com o personagem principal.


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sábado, 13 de janeiro de 2018

Só um passatempo

The House Next Door: A Ghost StoryThe House Next Door: A Ghost Story by Darcy Coates
My rating: 2 of 5 stars

A trama tem alguns bons momentos, mas no geral é uma história de fantasmas com muitos clichês e final previsível.


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Bom para matar saudade

Dança MacabraDança Macabra by Stephen King
My rating: 3 of 5 stars

Longa análise de Stephen King sobre como filmes, seriados e livros influenciaram sua obra. A questão do porquê escrever histórias de horror está sempre presente. É divertido lembrar e ler sobre seriados dos anos 1950 e 60, e os filmes do período da paranóia da ficção cientifica. Boas também as análises dos livros escolhidos como referência por King. O senão é o texto por vezes palavroso e repetitivo, um dos pecados do autor.


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sábado, 23 de dezembro de 2017

Waterloo

Waterloo: The True Story of Four Days, Three Armies and Three BattlesWaterloo: The True Story of Four Days, Three Armies and Three Battles by Bernard Cornwell
My rating: 5 of 5 stars

Excelente síntese da batalha que definiu a derrota de Napoleão. O autor ora descreve as decisões militares, a estratégia e os grandes movimentos táticos, ora coloca o leitor no centro dos combates, fechando o foco em detalhes e episódios do conflito.


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domingo, 17 de dezembro de 2017

Stephen King não ficou bom em HQ

Histórias viraram um filme de George Romero

Os roteiros são assinados por Stephen King, mas apenas duas das seis histórias são razoáveis. Como passatempo vale uma horinha por conta dos desenhos de Bernie Wrightson, nos estilo dos clássicos quadrinhos de horror dos anos 1950 e 1960.


sábado, 16 de dezembro de 2017

O preço do sal




 Livro ganhou recente versão para o cinema com Cate Blanchett e Rooney Mara


Patricia Highsmith é uma exímia artífice de atmosferas. A maneira como ela enreda as duas protagonistas de "Carol" - a que dá nome ao romance e Therese Belivet - em um clima de progressiva angústia contamina o leitor. O sentimento entre as duas mulheres começa no frenético clima de Natal em Nova York e vai num crescendo de intensidade enquanto a trama se converte em um road book.

De cidade em cidade, entre momentos de dúvida, melancolia e discreta felicidade, tudo parece conduzir para um desfecho infeliz. E não falta o toque de suspense da criadora de "Strangers on a Train" - levado aos cinemas por Alfred Hitchcock como "Pacto sinistro". 

"Carol" foi lançado em 1952 com o título original "The price of salt", assinado sob o pseudônimo Claire Morgan. Patricia Highsmith conta que o nome foi inspirado em um pensamento seu sobre o preço pago pela esposa de Lot quando ela olhou de volta para Sodoma, no episódio bíblico em que pessoas são punidas e transformadas em estátuas de sal pela desobediência de não testemunhar a destruição das cidades de Sodoma e Gomorra.

"The price of salt" só viria a ser publicado como "Carol" em 1990, agora com o nome da autora. Patricia Highsmith revelou na ocasião ter ela mesmo trabalhado em uma loja de departamentos no período do Natal, quando sua atenção foi chamada por uma mulher vestindo um casaco de pele. Foi para casa, relata, e esboçou o livro em poucas horas. Logo após a publicação do livro, Highsmith conta que passou a receber de 10 a 15 cartas toda semana, agradecendo e pedindo conselhos.

“Antes deste livro, os homossexuais, masculinos e femininos, nos romances americanos, eram obrigados a pagar pelo seu desvio cortando os pulsos, se afogando em piscinas, ou mudando para a heterossexualidade (assim se afirmava) ou mergulhando – sozinhos, sofrendo, rejeitados – em uma depressão dos infernos”, afirmou a autora sobre o sucesso da obra.