On the Road, na estrada com os livros, traz resenhas, comentários, lançamentos, indicações de leitura e audiolivros, além de dicas gerais sobre o fascinante mundo da literatura. E uma pitada de seriados de TV e cultura pop.
Mostrando postagens com marcador Shirley Jackson. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Shirley Jackson. Mostrar todas as postagens
sábado, 13 de outubro de 2018
sábado, 3 de dezembro de 2016
Gótico de primeira
Shirley Jackson prova em We Have Always Lived in the Castle que é
possível construir uma boa narrativa de horror sem recorrer a criaturas
sobrenaturais, possessões demoníacas ou casas mal-assombradas. Os três
“sobreviventes” dos Blackwood vivem isolados num casarão retirado, hostilizados
por toda uma comunidade por conta de um crime que vitimou a maior parte da
família.
Não há barulhos noturnos de correntes
sendo arrastadas ou sussurros atrás das paredes. A autora vai construindo uma
história de psicopatia e loucura. O leitor vai sendo cuidadosamente levado a
concluir uma verdade dura demais para ser aceita, mas que se confirma a crua
solução do mistério no desfecho da história.
We Have Always Lived in the Castle não está disponível em português, mas
vale o esforço de leitura mesmo para quem tem pouca familiaridade com o inglês.
Trata-se de uma obra impecável para quem aprecia uma boa narrativa do gênero. Shirley
Jackson (1916 – 1965) é a autora de A
casa amaldiçoada, levada ao menos duas vezes às telas do cinema e
inspiradora de várias obras similares.
Curiosidade (spoiler muito leve): difícil
deixar de pensar que a leitura de We Have
Always Lived in the Castle não tenha influenciado os roteiristas que
criaram Hannah McKay, a viúva negra do seriado de TV Dexter.
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Relatos de amargura
![]() |
| Leitura de preferência para quem não está em depressão |
Escritora premiada, professora universitária de prestígio, cotada para o Nobel de Literatura, Joyce Carol Oates ainda encontra tempo para ser muito produtiva: publicou mais de 40 obras desde 1963, quando seu primeiro livro foi lançado. É também uma boa demonstração de que quantidade não equivale a qualidade.
Sourland foi lançado em 2010, e preserva as principais características de Oates: textos muito bem escritos que dissecam os sentimentos mais profundos dos personagens. Mas os 16 contos do livro não estão entre os melhores da autora.
Mais uma vez, os personagens centrais são mulheres, e as histórias envolvem violência sexual. Impossível não notar a inspiração na obra de Shilrley Jackson, autora, entre outros, do clássico The hounting of hill house. Oates é admiradora confessa da escritora morta em 1964, e editora do seu volume na coleção The library of America.
Oates é dona de um estilo mórbido, violento e chocante, como quando constrói o momento de um estupro, a transição de uma cena doméstica banal em torno de um copo de vinho para a violência despertando no comportamento psicótico do atacante.
Há muita criatividade envolvida nas histórias, como uma assustadora "aparição" de uma cabeça de abóbora. Mas as narrativas são repetitivas, e algumas tramas são pouco conclusivas.
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Fantasmas reais
Assinar:
Postagens (Atom)


