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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

O Romancista Ingênuo e o SentimentalO Romancista Ingênuo e o Sentimental by Orhan Pamuk
My rating: 5 of 5 stars

"Talvez eu esteja revelando aqui muitos segredos do ofício - minha filiação à guilda pode ser revogada!", escreve Orhan Pamuk nesse livro dedicado aos leitores que apreciam conhecer os meandros da criação literária.
"O romancista ingênuo e o sentimental" na verdade é a transcrição de uma série de palestras que Orhan Pamuk ministrou na Universidade de Harvard sobre o ato da escrita, suas inspirações e - no caso do escritor - a relação com a pintura.
E, de fato, o autor revela muito sobre como a pesquisa, as conversas e as viagens aos cenários de suas obras constituem a matéria prima para suas obras. A máxima de "muita transpiração e nada de inspiração" cabe muito bem como resumo desta obra.


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sábado, 6 de agosto de 2016

Estímulo à criatividade

Leitura rápida e saborosa; e tem em português

Ray Bradbury transformou praticamente cada episódio de sua vida em um conto, romance, peça teatral ou roteiro. O resultado são dezenas de obras, com destaque para Fahrenheit 451, narrativa de um futuro distópico em que os livros foram banidos por estimular o pensamento crítico nos leitores. A obra foi levada ao cinema por François Truffaut.

Zen e a arte da escrita reúne ensaios em que o autor norte-americano fala de sua rotina de escritor desde a adolescência, de como transformava listas de palavras, acontecimentos banais, amores e ódios em ficção. Bradbury escreveu muito, principalmente ficção científica, mas era um artista versátil. Foi convidado por John Huston para escrever o roteiro da adaptação para o cinema do clássico Moby Dick, de Herman Melville.

Essa coleção de ensaios sobre criatividade é uma leitura rápida e saborosa, como a maior parte dos contos de Bradbury. E fazem pensar um bocado, como alguns títulos de sua obra. O risco desse estímulo ao pensamento crítico é o desejo de transformar experiências e ideias em textos.

Justamente o medo dos regimes fundamentalistas e totalitários que acabam preferindo resolver o “problema” pelo fogo, a 451 graus Fahrenheit.